terça-feira, 12 de janeiro de 2010

2 Roads


Gostava de ter o imenso prazer de saber o que fazer quando o nosso maior receio se torna realidade sem dó nem aviso prévio numa manhã fria de Inverno.
Fugir será a melhor solução. A que me fará sentir melhor, mais segura. Todo o medo desaparecerá naquele instante e toda a angústia se transformará numa calma imensa que me invadirá o ser. Mas será a mais fácil a que terá melhores resultados a longo prazo? Será que estou assim tão fraca que o medo se sobrepõe a tudo o resto que aprendi ao longo deste ano? Talvez no calor do momento, esteja mesmo. Mas no fim, sou eu que mando, não é o medo, não é o pânico nem a tristeza, sou eu.
Tenho dois caminhos, duas estradas. E quando não sei qual delas escolher, basta olhar para trás, ver o meu percurso e tentar, porque tentar não custa.
(ou talvez custe mas..)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Carta a Mim


O que aconteceu aquela grande vontade de deixares de pensar nos outros antes de ti? Onde está a determinação de não te preocupares com o que vão dizer ou pensar?

Neste momento tudo isto se desvaneceu. Tornaste-te uma criança indefesa sem nada, em ti ou sem ser em ti, nem ninguém que te pudesse dar a mão e ajudar a chorar.

És uma fraca. A tua força nunca existiu.

Como és capaz de desistir de tudo o que faz parte do teu dia-a-dia por uma coisa como esta?

Estou muito muito desiludida contigo. Achava outra coisa de ti, tinha esperança e sentia-me segura em ti, sabia que fosse o que fosse tu conseguirias ultrapassá-lo sem a menor dificuldade. Estava tão enganada. Não sabes o que é importante e deixas-te abater por coisas como esta. Metes-me nojo, a sério que metes.

Vá, fica aí em casa, a ter pena de ti mesma e a chorar como um bebé. Faz-te sentir melhor não faz? Então, vá, fica. Não farias nada de que não estivesse à espera. Fica aí, a acreditar que amanhã vais acordar e a tua força volta assim como por magia.

Traíste a minha confiança. E eu não te vou perdoar.

Não tenho mais palavras para ti. Não quero falar contigo, nem sequer te quero ver no espelho neste momento.

Espero que te sintas culpada e espero que aprendas alguma coisa de jeito nessa cabeça oca.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Questão


Não, eu não merecia tudo isto. Por mais que digam que sim, eu sinto, e sinto bem forte que não.

Então porquê tudo isto? Porque tanta alegria e tanto esforço das pessoas à minha volta?




E que tal fazeres algo para o merecer?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Só tenho uma coisa a dizer..

não é justo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

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Na idade dela não estaria ali assim, tão só, a pensar na vida. Que experiência e que maturidade tem ela para saber o que é realmente a vida? Valha-me Deus. - Diz, revoltada.


Isto ultrapassa-me. Talvez antigamente não me tenha passado ao lado, mas hoje, nem quero saber. A rua está deserta, ou quase, e a escuridão apoderou-se de mim. Não de uma forma dolorosa, contudo. A noite sempre me transmitiu uma certa tranquilidade, um certo pertence. Talvez pela solidão, talvez pelos rostos carregados que ela tanto traz. Sentia-me compreendida.

Não quero refletir. Quero apenas um momento para mim. A liberdade que tanto sonho. Sem deixar os meus pilares de parte. A minha família, os meus amigos verdadeiros, que tanta vontade de sorrir me transmitem diariamente.

Apesar de tudo, sou uma solitária. Sinto-me estranha quando preciso e me farto de estar acompanhada em algumas ocasiões. Às vezes apenas o "silêncio da música" me deixa repousar em mim mesma, finalmente.

Não quero ser mal interpretada. Repito para mim, não quero ser mal interpretada. Não quero.. Chega.

Acabou-se o meu tempo, a minha solidão. O relógio não pára e já devia estar em casa.

Afinal o que sei sobre a vida para divagar sobre ela?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Com um corpo forte e resistente como o nosso, como podemos ser tão frágeis?

Qualquer coisa, por tão mínima que seja, pode mudar o meu estado de espírito. Se muda o meu estado de espírito, muda a maneira como me sinto fisicamente. Se muda a maneira com a qual me sinto fisicamente, está tudo estragado. Sim, porque isto da ansiedade não evaporou para locais longínquos. Simplesmente tenho mais controlo sobre ela. E conheço-a melhor. O que me dá uma grande vantagem antes de ela me "controlar", como antigamente fazia. Antigamente, até parece que estou a falar de à anos atrás.

Mesmo assim, com (todo) este controlo, sinto-me bastante frágil. Não de uma forma ansiolítica como antes mas sim de uma forma emocional. Qualquer coisa que me digam me afecta, qualquer discussão me traz um medo irracional de perda, não sei de da relação em si, ou se de mim mesma, da identidade que construí, do muro que eu faço á volta dos problemas, para que não os tenha de enfrentar.

Enfrentar os problemas para mim é o mais complicado. É tão fácil fugir e fingir que está tudo bem. É tão fácil virar as costas a uma discussão e dizer: "agora não" ou "não gosto de discutir".

Porque esta fragilidade emocional pode deitar esta pessoa que eu construi por agua abaixo. E eu não sei o que sou sem ela. Alias sei, e não quero voltar a saber.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Quando é que vou deixar de me preocupar com o que os outros vão pensar?